Susan Wiggs

Adorável  Sedutor

POR LUCY MONROE

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CAPÍTULO TRÊS

Bethany se concentrou em controlar sua reação
física enquanto André se despedia do dono do café.
O fato de ele ainda segurar sua mão enquanto a
levava para fora do restaurante não ajudou em nada.
André parou ao lado de um carro esporte preto e baixo, do tipo que
parecia caro e também pequeno demais para um
homem tão alto. Após inclinar-se sobre ela
para ajudá-la a prender o cinto de segurança, deixando-a sem fôlego como
um corredor de maratona em seu último quilômetro, ele
entrou facilmente no veículo. Ao contrário do trajeto de táxi do
aeroporto até o hotel, quando Bethany passara o tempo
todo preocupada com a proximidade dos outros carros,
agora ela quase não notava o tráfego. Estava ocupada
demais com cada detalhe de André.
Não podia acreditar que estava ali, com ele, não
somente porque era um total estranho, mas
porque era o tipo de homem que fazia as mulheres
desmaiarem.
Ele virou o rosto e sorriu para ela.
– Você está me observando.
– Você não gosta disso?
– Que uma mulher bonita olhe para mim? Você está
falando com um macho italiano – sorriu maliciosamente.
– Claro que gosto, mesmo que torne difícil
dirigir. Mas, enquanto você olha para mim, desvia minha atenção de onde
deveria estar. Fico pensando em coisas
que não estão relacionados ao trânsito.
– O que, por exemplo? – ela perguntou, antes de
ter uma revelação súbita sobre o que ele queria dizer
e desejar ter mantido a boca fechada.
Ela podia sentir o rosto flamejar enquanto o riso
dele preenchia o carro.
– Você quer realmente que eu responda a essa
pergunta?
– Uh… não.
Sua expressão era de total confiança, além de ser sexy e máscula.
– Talvez possamos conversar sobre durante hoje à noite, durante o jantar.
– Você quer jantar comigo?
Si, carina.
Bom. Ela gostava disso. O calor lhe envolveu o
coração e desceu para sua barriga ao pensar no que
ele gostaria de discutir com ela.
– Eu gostaria muito.
* * *
Ele a levou para um restaurante chique, exatamente
como seu amigo sugerira. Isso dava a ela uma
desculpa para usar o vestido rubi ridiculamente caro
que sua mãe a convencera a comprar uma semana
antes de voar para Roma. Batia no meio de suas coxas,
o que não era o comprimento normal de suas roupas,
mas o olhar de admiração masculina escancarada em
nos olhos de André quando ela entrou no lobby do hotel fez
com que se alegrasse por ter sido tão ousada.
Vinte minutos mais tarde, porém, à mesa de uma sala
de jantar exclusiva do hotel, ela precisava se esforçar
para não se mexer, pois o tecido apertado mal cobria
suas partes importantes enquanto estava sentada. O fato
de suas coxas, agora nuas, estarem cobertas pela toalha
da mesa nada fazia para diminuir seu desconforto, porque
a expressão nos olhos de André dizia que ele sabia como
ela estava e que sua visão de raio-X o permitia ver por baixo da toalha.
Ele se comportara assim o dia inteiro, excitando-a
e lembrando-lhe de sua sensualidade feminina. As
horas que passaram nos fóruns tinham sido incríveis. Não
somente ele a levara para lá sem se perder, mas oferecera-
lhe uma excursão individual por vários monumentos,
mostrando um conhecimento inesperado da
história romana que a apaixonou.
– Você está fazendo aquilo de novo, Bethany.
– Fazendo o quê?
– Me observando.
Ela parou e enrubesceu, embaraçada. Era verdade.
Ele estava tão lindo de  terno que parecia
tipo de magnata – não o sujeito que encontrara no
café do amigo do pai.
– Eu não posso evitar – admitiu.
Ele sorriu, provocando coisas loucas no coração
dela enquanto suas coxas, que pareciam demasiadamente expostas,
estremeciam.
– Você é muito direta.
– Porque eu admito que gosto de olhar para você?
Ela não tinha sofisticação para os jogos de
sedução da maneira que seu ex-marido esperara e que
André estava tão claramente desejando.
– Você não finge ser difícil. Eu gosto disso.
– Eu não sou muito boa em jogar.
– Eu não acredito. – O brilho malicioso em seus
olhos escuros fez com que ela soubesse exatamente
ao que ele se referia e que isso nada tinha a ver com
joguinhos.
– Você tem razão. Eu conheço algumas jogadas. –
Sorriu maliciosamente enquanto os olhos escuros de
André se aqueciam de desejo.
– Eu fico satisfeito em ouvir isso.
Ela sorriu e jogou um olhar sedutor para ele.
– Na realidade, me disseram que sou muito boa
com minha boca.
O queixo dele caiu com o choque, enquanto ela
precisou reprimir uma gargalhada alta, inclinando-se
para frente e dizendo em tom conspirador:
– Eu toco trombone.
O riso dele chamou a atenção de outros hóspedes
e provocou um olhar de censura do maître. Ele balançou a
cabeça, mantendo o humor.
– Trombone?
– Eu precisei fazer musculação para ficar em forma
e poder participar de uma banda de marcha, mas eu
tinha uma grande vantagem quando o tempo estava
frio. Meu instrumento funcionava como um quebra-vento.
– Você ainda faz musculação?
– Na realidade, sim. Eu gosto de malhar. Quer ver? –
Ela levantou o braço e contraiu os músculos. Não era
como as levantadoras de peso profissionais, mas
estava tonificada.
Ele levantou a mão e passou vagarosamente o dedo
ao longo de seu bíceps.
– É encantador.
Ela suspirou enquanto sentia seu toque tornando os músculos tonificados
em geléia.
Ele percebeu e ergueu uma das sobrancelhas.
– Eu não consigo acreditar no modo como reajo ao
seu simples toque – ela admitiu.
Sorrindo, o dedo de André passeou vagarosamente
até o seu ombro e deslizou por sob a alça do vestido,
enquanto ela abaixava o braço.
– Nenhum toque entre um homem e uma mulher
que se atraem é simples.
Ela gostou da parte que se atraem.
– Eu acho que sim, mas isso é um pouco demais
para mim. Todo o meu corpo está reagindo ao que
seria uma carícia casual, pelo amor de Deus.
– Eu notei – seu olhar escuro se abaixou para os
seios dela, onde ela sabia que saliências se formavam
sob o material colante de seu vestido –, e estou
adorando isso.
A auto-satisfação em sua voz, combinada com sua
expressão, fez com que ela se sentisse
vulnerável, e isso a deixou zangada. Não fizera
a viagem para se deixar seduzir por um
homem sexy e experiente. Estava em uma missão
que reforçaria sua sensação de poder feminino.
Era muito bom dizer que ambos se sentiam atraídos,
mas era ela quem estava se expondo para
todos. Afastando-se de seu toque, cruzou os
braços protetoramente por sobre o peito e tentou erguer uma barreira de defesa ao seu redor.
O sorriso abandou  o rosto de André e foi substituído
por uma expressão quase feroz.
– Você acha que somente você está sentido reações?
Eu não poderia ficar de pé agora, nem para salvar a
minha vida.
O olhar dela se dirigiu para a parte dele escondida pela toalha da
mesa.
– Exatamente – disse ele, incisivo. – Se seu corpo é
vulnerável a atração entre nós, o meu também é.
E eu não sou mais um adolescente cheio de hormônios
para ficar excitado só de roçar o dedo
na pele nua de uma mulher.
Mas, mesmo assim, ele ficara.





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